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Coisa de mulherzinha: o “cocktail ring”

03/01/2011

Anel de coquetel: o primeiro do ano já está na minha mão.

Anéis gigantescos são meu vício há muitos anos e não saio de casa nem para ir à padaria se não estiver com um deles na mão esquerda (sei lá o porquê de preferir esse lado).

Ano novo, casa nova, cidade nova, start no primeiro dos três livros encomendados. Não deu pra resistir e reforcei minha arca do tesouro me presenteando com o exemplar aí à esquerda, que tem uma enorme mariposa de 5 x 3,5 cm. Foi comprado na FernStreet Design, que vende bijouterias no estilo steampunk e vintage. Dou o link sossegada (clica no nome da loja) porque o atendimento foi ótimo e chegou direitinho.

cocktail ring virou moda nos anos 40 e 50, mas li por aí que o nome surgiu durante a Lei Seca nos Estados Unidos, quando as mulheres seguravam seus drinks ilegais com estilo, ostentando uma jóia imensa e valiosa na mão, em festas onde eram servidas bebidas alcoólicas clandestinamente. Teatral, não?

Eu prefiro um só....

Como usar?

Não há regra rígida. Só não se pode descuidar das unhas, porque o acessório chama a atenção. Esses anéis portentosos e cheios de glamour dão um up na autoestima e em qualquer produção basiquinha. Dispensam outro adereço, ainda mais se forem peças preciosas, muito grandes ou de design que valha a pena valorizar. Mas quem gostar, que use com pulseira – e, nesse caso, só não dá pra engolir tudo “combinandinho”, tipo “conjuntinho”.

Dá para usar vários anéis na mesma mão, tomando cuidado para que fique um jogo legal em proporção e estilo.

... mas podem ser vários.

Repare na foto à esquerda: anéis de diferentes formas, num conjunto equilibrado pela ausência de cor e pelo uso de peças com mesmo tamanho, material e acabamento. Um toque de brilho, leveza e contraste sutil foi dado pela única peça de vidro incolor. Harmonia na diferença é o truque.

Abaixo, modelos bem parecidos com alguns dos que tenho (o incolor e o vermelho são idênticos). Minha coleção inclui dois poison ring, com caixinhas que se abrem para veneno. Ou adoçante em pó, dependendo do humor ou da companhia.

24 comentários

  1. Quer parar de trabalhar (toc, toc, toc – isola) e escrever mais!!!!!!!!!!!!!!! ;o)


    • Malva responde: Seu Coisa, estou escrevendo… a trabalho! Ando às voltas com Marx e – pasme – acabei conseguindo um singelo exemplo de que teoria e prática não são coisas distintas, não se separam. O velho Marx deu ‘força’ a uma decisões que tomei na vida recentemente, é mole? Assunto bom para um post. ;)


  2. Essa é uma das várias coisas que eu acho um barato nas outras pessoas, mas uma merda em mim, quer dizer, tenho uma espécie de “alergia psicológica” a qualquer tipo de penduricalho que se põe no corpo: relógio de pulso, pulseira, anéis, etc…Mas o que é realmente bacana é como todo objeto que existe no mundo tem toda uma história própria, e expressa uma verdade particular de quem o usa.


    • Malva responde: alergia?! Que pena mesmo… penduricalho é muuuiiito legal. ;)


    • É, eu sei que é legal!!! E vendo na sua mão esse…besouro, eu relembro como que, quando criança, eu tinha um certo desgosto de não ser menina, justamente por conta do IMEEEEEEEEEEEEEEEEENSO mundo de penduricalhos e pinturas que as mulheres têm à sua desposição, enquanto nós, homens… bem, pelo menos temos barba, pra dar uma variada.
      Esse seu anel também me lembra também de um bizarro cinzeiro em forma de mosca que tinhamos em casa. Ah…memories…


      • Malva responde: Eu teria amado transformar o cinzeiro em forma de mosca num anel… he, he…


  3. Eu adoro, principalmente quando uso com um look mais low profile. :D

    Bjos

    Dani
    http://www.miscelaniumfashion.com


    • Malva responde: comigo é a mesma coisa, Dani. Beijo e obrigada pela visita e pelo comentário.


  4. Eu adorooo aneis… adorei o post ^^


  5. E ainda por cima servem de soco inglês!


    • Malva responde: Muito bem lembrado! Quanto sapo não teria sido deglutido…


  6. [...] * Publicado no Malva Mauvais [...]


  7. [...] Malva Mauvais Ler Post Completo [...]


  8. Malva, sou sua fã!
    Mesmo quando você trata de sua paixão por anéis, eu aprendo algo. Seus textos são assim: uma “futilidade” e um monte de cultura acompanhando. A gente começa a ler o texto pensando que vai encontrar uns comentários sobre a beleza dos anéis e lá vem história. Eu adoro seus textos por conta deste banho de cultura que eles nos oferecem.


  9. Oi Malva,

    interessante a história do “cocktail ring”. O feminino tem artimanhas que sempre surpreendem. Adorei a história do “poison”, coisa de bruxa. :)

    Eu sempre uso uma grande aliança no polegar esquerdo. Tenho 3 que revezo conforme o estado de espírito emergente. É o acessório que não deixo de usar, e meu único ritual histérico.

    Feliz ano novo, casa nova, trabalho novo e boas novidades.

    Beijos


    • Malva responde: Dan, agora vc vai me fazer procurar no Google o que é ritual histérico!!! Acho que tenho baldes deles. Mania de anel e sapato é ritual histérico?
      Aliança larga no polegar é muito legal. ;)
      Um feliz 2011 procê também. Beijão.


      • rituais histéricos estão relacionados ao simbólico… a histeria é da ordem do vazio (buraco existencial). O feminino expressa este vazio, falta, separação. O ritual é uma forma de preenchimento deste vazio. Por exemplo, o sapato expressa certa independência… (fálica) gostar de sapatos é um ritual clássico (mas vai depender de como o sujeito irá conduzi-lo na fantasia)


        • Malva responde: o bom e velho Freud, né? Dan, pelo que vejo da mulherada que conheço, a coisa com os pisantes é assim: sapatos nunca são demais. Grata pela explicação. ;)


  10. Nossa… dois posts em um mesmo dia… rsrsrs…
    Isso é raro… Depois volto pra tc mais… dia longo,rs. Ainda continuo seu fã hein? rs.


    • Malva responde: Olívio! Andou sumido por essas bandas, mas também nem teve post que justificasse comentário, némesmo? Bom ano procê.


      • Pois então, post que justificasse comentário houve sim, o que não houve foi tempo pra respirar nesse último ano de vida acadêmica (ao menos nessa primeira graduação). Enfim, agora que estou em condições de comentar, vamos lá: viagem? livro? SP? RJ? Nossa! Perdi algo? rs. Diga-me: vais negar ao seu fã do Acre a possibilidade de adquirir uma obra sua? Não vais divulgá-la? rs.

        Enfim, quanto aos cocktail rings, não os conhecia. Lembrava-me vagamente sobre os dinner rings, referente aos anéis de jantar – que normalmente ostentavam pedras enormes que ornavam os brasões das famílias – fato que inspirou (sem contar com o anel episcopal) a “Cosa Nostra” com seu inesquecível anel no dedo mínimo, mas essa moda dos anéis em plena Lei Seca não me era conhecido.

        Estás com uma veia de ecletismo sem par hein? Esse blog está uma verdadeira panaceia de assuntos…rs. Um verdadeiro diário de bordo onde viver não é só esperar a morte, mas morrer com estilo..rs. (desculpe muito livro pessimista na estante – pretendo respirar outros ares. rs). De onde tirei essa bendita morte hein? ¬¬ Pois bem, saindo dos parênteses, interessante ver esses viéss que costuma tomar (sexo, cotidiano, filmes – il mio preferitti, e agora, moda – ou como propôs: coisa de mulherzinha, rs). Então, um maravilhoso ano novo para vc tbm e não pense que não leio tudo que sai aqui hein? Se permaneço em silêncio é porque essa tal de bendita globalização chegou à selva, aí sabe né, não posso perder o cipó das 18h, senão tneho que atravessar o rio a nado e enfrentar os jacarés (rs, nem sei nadar, kkk).

        Enfim, aguardo o próximo post.

        Inté.


        • Malva responde: Ah, nem vem, Olívio… Comenta uma vez a cada milênio e quer que eu conte a novela toda? Nem……… :)) A má notícia eu dou: não é desta vez que se lerá alguma coisa com meu nome na capa. Mas serão três livrinhos de filosofia, encomendados pela editora. Não é o sonho da minha vida de escrevinhadora, mas de alguma coisa tem que se ganhar a vida, não? Além disso, me será muuuiiiiito útil estudar um pouco filosofia.
          Eu li sobre o “dinner ring”! Deve ser a mesma coisa, com outro nome, né?
          Ecletismo, nada. Sou é dispersiva mesmo (tenho TDAH, by the way, mas sem o H, o que tira um pouco o poder da coisa). Só escrevo por aqui o que me dá na telha, sem nenhum plano, nenhuma direção. E no estalo. É uma porcaria, eu sei, porque jamais serei uma “problogger”… hahaha….
          Bendita morte, Olívio? Tá parecendo Schopenhauer. Aliás, vou ter de ler e escrever neste ano sobre a morte apaziguadora. Coincidência.
          Obrigada pela visita e pelos seus comentários sempre gentis.
          Abraço.



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